fbO gerenciamento de dados do cliente define o futuro digital MIT Sloan Review Brasil

Marketing e vendas

3 min de leitura

O gerenciamento de dados do cliente define o futuro digital

Uma das maiores preocupações dos consumidores com a privacidade online

Adobe

30 de Abril

Compartilhar:
Artigo O gerenciamento de dados do cliente define o futuro digital

O final da última década foi marcado pelo aumento da conscientização sobre privacidade online e segurança nos setores de B2B e B2C e não mostra sinais de desaceleração. 

Uma média de 74% dos consumidores de 10 mercados globais indica um alto nível de preocupação sobre privacidade online, de acordo com o DMA. 

Acelerar mudanças nesta área é uma dinâmica regulatória para ambientes que focam os modelos de responsabilização e governança. 

Alguns desses novos requisitos mudaram a economia da indústria e criaram novas iniciativas para construir confiança através de compliance, responsabilidade e transparência. 

O impacto da mudança regulatória

Dezoito meses após a introdução da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), uma grande parte dos entrevistados indicou que um subproduto que foca a maior proteção dos dados dos clientes vem aprimorando processos em torno do gerenciamento de dados (figura 1). 

  • Quatro a cada dez entrevistados testemunharam um efeito positivo na qualidade da lista de dados; mais de um quarto afirmou que tanto o desempenho da campanha quanto o trabalho com os dados de várias fontes melhoraram (28% cada). 
  • Nessa era de maior sensibilidade em relação ao gerenciamento de dados, uma base de dados eficaz é mais importante do que nunca. A limpeza da base pode ser uma tarefa complicada, mas o tempo gasto está fortemente relacionado à qualidade da lista e ao desempenho da campanha. A pesquisa indicou que a maioria das organizações reconhece o efeito positivo que a regulamentação teve no tempo gasto com gerenciamento e entre eles, 83% disseram que resultou em um impacto positivo na qualidade da base e 72% reconheceram a boa performance da campanha. Isso indica que os esforços podem agora ser mais focados em clientes altamente engajados e interessados.

Dados estão gerando valor, tornando as campanhas eficazes e deixando o cliente no foco

Organizações estão colocando ainda mais ênfase no gerenciamento de dados como um elemento crítico para gerar valor e eficácia de campanha. O estudo deste relatório indica que os líderes de CX têm o compromisso de fazer progressos em uma economia que enfatiza a confiança e a transparência. 

Estes líderes são duas vezes mais propensos do que seus concorrentes a já ter novas estratégias para entender melhor a troca de valor quando os consumidores compartilham seus dados. 

Metade dessas empresas líderes de mercado já estão avaliando suas cadeias de suprimento de martech/adtech. 

Privacidade do cliente, gerenciamento de dados e governança não são mais reflexões de empresas prospectivas. 

Agora, são incorporadas às suas estratégias centrais de negócio. Essas empresas perceberam que a aposta é alta e optaram por um jogo mais longo, promovendo um relacionamento forte com os consumidores, construindo transparência e confiança. 

A empresa que vai prosperar daqui para a frente estará apta a extrair os insights dos dados enquanto busca modelos centrados no cliente. 

Metodologia

A décima edição do Adobe Digital Trends foi baseada numa pesquisa online com o objetivo de selecionar as listas da Adobe e Econsultancy para o quarto trimestre de 2019. 

A pesquisa, finalizada em 8 de novembro, coletou 12.740 respostas qualificadas. 

Perfis demográficos

  • 60% de todos os entrevistados (7.531) são profissionais de marketing que estão ao lado do cliente. A amostra restante é composta de consultores, executivos de agências e fornecedores de tecnologia / serviços de marketing. 
  • 82% das respostas dos profissionais de marketing do lado do cliente estavam no nível do gerente ou acima. 
  • Conforme definido pelo mercado-alvo, a amostra é quase igualmente dividida entre B2B (34%), B2C (32%) e aqueles que abordam ambos os mercados igualmente (34%). 
  • As receitas organizacionais variam desde pequenas e médias empresas (31% têm receita abaixo de £ 50 milhões) até organizações maiores (26% têm receita entre 50 e 1 bilhão de libras) e as maiores organizações do mundo (15% têm receita mais de 1 bilhão de libras). 
  • A amostra é global, com a EMEA fornecendo a maior parcela de respondentes (46%), seguida pela América do Norte (38%) e região da Ásia-Pacífico (10%). A pesquisa foi traduzida para português, francês, alemão, chinês e japonês. 
  • Todos os setores de negócios estão representados, com concentrações em tecnologia (11%), mídia (8%), serviços financeiros (8%) e manufatura (8%).
Compartilhar:

Autoria

Adobe

Artigos relacionados

Imagem de capa Está na hora de as startups olharem para a própria marca

Marketing e vendas

02 Junho | 2022

Está na hora de as startups olharem para a própria marca

Bolso infinito já não é garantia de nada. Acostumadas apenas ao crescimento agressivo, muitas gigantes viram suas marcas corroerem

Ricardo Cavallini

5 min de leitura

Imagem de capa Três maneiras de vender valor em mercados B2BAssinante

Marketing e vendas

13 Fevereiro | 2022

Três maneiras de vender valor em mercados B2B

A venda baseada em valor aumenta margens e competitividade, mas é preciso ir além da abordagem de tamanho único

Joona Keränen, Harri Terho e Antti Saurama
Imagem de capa O futuro do e-commerce B2B no Brasil

Business content

10 Fevereiro | 2022

O futuro do e-commerce B2B no Brasil

Empresas que investirem no e-commerce B2B serão mais competitivas do que a concorrência, segundo Emanuel Di Matteo, diretor geral da Liferay, em entrevista exclusiva

Larissa Pessi

6 min de leitura