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Rumo ao humanocentrismo

Conferência online Liferay Vision Brasil 2021 reforça a relevância de colocar o ser humano no centro do processo de transformação digital

Redação MIT Sloan Review Brasil

25 de Junho

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Artigo Rumo ao humanocentrismo

Quem participou do Liferay Vision Brasil 2021 saiu com pontos de vista relevantes sobre a importância das pessoas no processo de transformação digital. Durante dois dias (15 e 16 de junho, online), speakers convidados formaram um quadro sobre o assunto com diversas nuances – técnicas, comportamentais e estratégicas – com algumas respostas e muitos insights.

A MIT Sloan Review Brasil, que foi media partner do evento, destaca dois pontos em especial: colocar o cliente não no centro, mas na veia (tanto o cliente externo como o interno), e ver a tecnologia principalmente como viabilizadora das relações humanas.

Cliente na veia

“Ouvir o cliente definiu o nosso driver de como lidar com a crise” e superar o fechamento de 100% das lojas físicas do Magazine Luiza no início da pandemia, garantiu Ricardo Rocha, CEO da Softbox e do Luizalabs, laboratório de tecnologia e inovação do Magazine Luiza. Ao colocar o cliente “não no centro, mas na veia”, na cultura da empresa, foi possível transformar os processos que levaram à abertura de 200 novas lojas pós-pandemia.

Investir na cultura digital das pessoas também foi o conselho que Andrea Iorio, ex-diretor do Tinder e da L'Oréal, deu às organizações. Ele vê que a resistência das pessoas na adoção mais ampla das tecnologias é um dos maiores entraves no processo. Ele sugere “enxergar a transformação digital mais como uma transformação cultural” e equilibrar os investimentos tanto em ferramentas quanto em educação digital dos colaboradores.

Emanuel di Matteo, diretor-geral da Liferay América Latina, concordou. Para ele, a tecnologia ajuda a colocar o cliente no centro das experiências, mas é preciso realmente incluir outros elementos na estratégia, como a cultura da organização. “A tecnologia é uma caixinha num mar de complexidades”, disse.

Tecnologia em nome das relações humanas

“A tecnologia é uma potencializadora das relações entre pessoas, destacou Maria Flavia Bastos, professora da Fundação Dom Cabral. Para ela, é importante aprender a ouvir e perceber o outro – o cliente, os colaboradores –, estabelecendo relações duradouras com todas as partes.

Escuta foi um ponto comum com a fala dos atores Denise Fraga e Miguel Falabella.

Denise Fraga impactou a audiência refletindo sobre o quanto as pessoas estão perdendo a conexão com valores humanos essenciais, como solidariedade, criatividade e ética no uso intensivo do celular. Para ela, a tecnologia é algo fantástico, desde que não transforme as pessoas em androides. Para sair do estado robótico, ela sugeriu “pequenos desafios de afeto”, por meio de demonstrações simples de escuta e empatia no cotidiano.

Valores que apareceram na receita de felicidade apresentada por Falabella. São 10 ingredientes que nos ajudam a viver no contexto VUCA: olhar poético, que convida a olhar fora da caixa; comunicabilidade, a capacidade de se conectar com o outro; disciplina, a persistência de seguir e aprender pelo caminho; adaptabilidade; aprender a dizer não; tomada de decisões; agendamento interno, que traz o tempo para o autoconhecimento; originalidade e pertencimento, reconhecendo as pessoas que estão ao seu lado.

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Redação MIT Sloan Review Brasil