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Gestão de risco

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Softwares GRC ganham relevância no suporte à gestão de riscos

Capazes de prevenir danos e perdas nas organizações, tecnologias de gerenciamento de risco ganham mercado no Brasil e no mundo

Colunista Larissa Pessi

Larissa Pessi

07 de Fevereiro

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Artigo Softwares GRC ganham relevância no suporte à gestão de riscos

Os anos passam e os negócios se atualizam para acompanharem as tendências do mercado e prosperarem. Mas um aspecto permanece igual: a necessidade de fazer uma boa gestão de risco. A estratégia previne perdas financeiras, materiais, de negócios e reputacionais, e ajuda no processo de tomada de decisão, o que é essencial num cenário em que três a cada dez pessoas fecham suas empresas em até cinco anos após a abertura, segundo a pesquisa Sobrevivência das Empresas, realizada pelo Sebrae entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021 com mais de 3 mil negócios. A tarefa é complexa, mas é facilitada com a adoção de um software de GRC.

A chamada governança 4.0 agrega resiliência a empresas dos mais diversos setores, além de ser útil para otimizar processos. E o empresariado sabe disso. De acordo com a pesquisa Como as PMEs brasileiras enfrentaram a pandemia da Covid-19, solicitada pela Microsoft no Brasil, 78% das 505 organizações entrevistadas afirmaram que a adoção de novas tecnologias é a ação mais fácil de ser implementada nesse momento de pós-pandemia.

Só que, ao mesmo tempo em que são aliados das companhias, os recursos tecnológicos geram ameaças cibernéticas. A alternativa para evitar transtornos dessa natureza é promover a implementação de estruturas de governança, riscos e compliance (daí a sigla GRC). A estratégia é tão promissora que tende a formar um mercado mundial de US$ 60,8 bilhões em 2025 – US$ 786 milhões apenas no Brasil, com crescimento médio anual previsto de 9,8%. As projeções são do relatório O mercado global de governança, riscos e compliance até 2025, realizado pela Bravo Research, braço de insights e inteligência da Bravo GRC.

Uso de software de GRC em alta

Integrar o GRC à identidade das corporações já é uma prática comum no mundo. E o uso de tecnologia faz parte desse processo. O recurso direciona estratégias por meio do gerenciamento de objetivos, da análise do cumprimento de normas e legislações e da identificação de comportamentos incorretos de pessoas e negócios. Também é uma forma de reportar as ações realizadas aos stakeholders e demais interessados com mais facilidade e transparência.

O mercado de soluções de GRC é composto, principalmente, por softwares – na maioria de gestão de riscos e incidentes, controles, políticas, compliance, gestão de continuidade de negócios e crises, privacidade de dados, cibersegurança e auditoria. Mas também por serviços como consultoria, treinamentos e integrações sistêmicas. Uma empresa pode utilizar a tecnologia apenas para atender uma questão específica ou para integrar diversas demandas.

Tendência do momento

O gerenciamento de incidentes costumava ser o foco dos investimentos das empresas no mundo até 2019, indicando uma tendência a agir de modo reativo. No entanto, no ano seguinte, os esforços se voltaram predominantemente para os softwares de risk management, que então correspondiam a 20% do mercado mundial. Para 2025, essa faixa deve crescer para 46% (equivalente a US$ 18 bilhões).

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A mudança é justificada pelos efeitos da estratégia. A gestão de riscos age de modo proativo, prevenindo os impactos nas organizações ao integrar e analisar informações relacionadas a GRC que permitem um melhor diagnóstico das ameaças. Assim, gera insights para lideranças tomarem decisões assertivas.

Também é verdade que a maturidade sobre o assunto varia entre as regiões do planeta. Na América Latina, por exemplo, a liderança dos softwares de risk management deve ocorrer em 2022. No Brasil, o incident management segue em destaque, sendo responsável por um market size de US$ 118 milhões em 2020. Em 2025, o número deve chegar a US$ 185 milhões (37% do mercado de softwares). O estudo da Bravo Research indica que a liderança se deve à demanda por tecnologias para captura e análise de incidentes e perdas operacionais, usadas para estabelecer medidas de controle e remediação.

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“Há uma tendência clara na adoção de tecnologia para as três linhas de defesas nas organizações, com o objetivo de levar informações certas para as pessoas certas, no tempo certo. Isso é crucial em um mundo cada vez mais digital, com uma sociedade muito mais informada. Mais do que ouvidos e atendidos pelas empresas, os respectivos stakeholders precisam ser envolvidos nos mais diversos assuntos dessas organizações, inclusive os mais sensíveis. A tecnologia pode ajudar a dar tração e alcance na observância de todo o processo de governança”, destacou Claudinei Elias, CEO e fundador da Bravo GRC.

Serviços necessários para implementação

Não basta apenas disponibilizar um software de GRC. Para garantir a sua aplicação correta, as empresas precisam contratar serviços de integração, consultoria, suporte e treinamento durante a implementação das tecnologias para auxiliar a adaptação dos colaboradores no processo. A estratégia também facilita a integração do novo recurso com plataformas já utilizadas, possibilitando o uso de dados de diferentes origens e aprofundando a análise de governança, riscos e compliance, por exemplo.

Em 2014, primeiro ano analisado pelo estudo da Bravo GRC, o mercado global de serviços na área era de US$ 1 bilhão. A previsão é que até 2025 a modalidade alcance a cifra de US$ 4,5 bilhões, com foco em treinamento e consultoria. O Brasil deve seguir a tendência, passando de um market size de US$ 75 milhões em 2020 para US$ 122 milhões em 2025. O maior crescimento, no entanto, é registrado entre os serviços de integração, que devem crescer 245% entre 2014 e 2025.

O Fórum: Governança 4.0 é uma coprodução MIT Sloan Review Brasil e Bravo GRC.

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Autoria

Colunista Larissa Pessi

Larissa Pessi

Colaboradora de MIT Sloan Review Brasil.

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