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Streaming: a guerra por audiência ganha novo protagonista

Conheça a Wolo TV, a primeira plataforma de streaming de empreendedores do Brasil com conteúdo focado na população negra

Colunista Nina Silva

Nina Silva

13 de Janeiro

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Artigo Streaming: a guerra por audiência ganha novo protagonista

Em 2020, ficamos muito mais conectados e interativos. A pandemia nos isolou mas não restringiu nossa comunicação. Pelo contrário: nunca se viu tanta circulação de dados quanto nos últimos meses. Vimos uma expansão diferente inclusive no campo do entretenimento, pois os serviços de streaming de vídeo cresceram e se consolidaram representando hoje a segunda maior audiência do mercado de entretenimento brasileiro. Mas a que o brasileiro quer assistir? Como o que ele quer interagir?

As gigantes Netflix, Amazon Prime Video e outros acumularam, nos primeiros três meses da quarentena, 15% de market share e uma média de sete pontos no Ibope, um total que só é superado pelos números da Globo, com 15 pontos e 32,6% de participação no mercado – todas as outras emissoras estão em posição inferior no ranking. Pesquisa realizada pela divisão de Mídia da Nielsen Brasil em parceria com a Toluna, com foco em hábitos e tendências do consumo digital, revela que 42,8% dos brasileiros entrevistados assistem a conteúdos de streaming todos dias, enquanto outros 43,9% têm essa prática ao menos uma vez por semana.

Essa troca interativa auxilia os players a sugerir matches de programação com o usuário, a partir das principais buscas, conseguindo assim seu maior engajamento. Isso estimula ainda mais o consumo, que está pautado em entregas de valor ao cliente. O boom do streaming não tem a ver apenas com o fato de as novelas serem reprisadas ou com a ausência dos jogos de futebol do primeiro semestre de 2020; a trajetória de crescimento exponencial se dá porque os indivíduos sentem necessidade crescente de ter tecnologias de fácil acesso, com mobilidade e flexibilidade de linha editorial. De programas ao vivo a longas séries sobre jornadas de ficção científica, percebe-se uma conexão entre interesses, objetivos e consumo em redes. O cliente, além de se identificar. quer se ver representado no discurso e na ação e é por isso que o streaming ameaça a audiência das grandes TVs, por ser uma via de mão dupla ou múltipla.

Tudo isso faz com que, mesmo com a expectativa da vacina e um possível retorno gradativo das atividades e relações presenciais, os serviços de streaming ainda possuam espaço para crescimento. Se antes da pandemia da Covid-19, que impôs o isolamento social, o Brasil já figurava entre os dez maiores mercados consumidores desses conteúdos no mundo, agora, com as restrições, os números do levantamento da Nielsen Brasil deixam ainda mais evidente que é um segmento em expansão no País.

“Netflix” com a cara do Brasil

Observando essa oportunidade e entendendo o potencial de inovação em conteúdos e formatos focados no consumidor, foi lançado no último Natal (25/12/2020) o serviço de streaming Wolo TV, a primeira plataforma de streaming com conteúdo focado na população negra. Assuntos como cultura urbana, diversidade de regiões e de narrativas fazem parte de seu conteúdo exclusivo.

A plataforma nasce representando 119 milhões de pessoas no Brasil, como se vê no lançamento da série de comédia "A Casa da Vó", produzida pela empresa. A série é estrelada pela cantora e atriz Margareth Menezes junto com os atores e influenciadores digitais Dum Ice, Johnny Kleiin, Jessica Cores, Dj Pelé, Sol Menezzes, Kiara Felippe, Jacy Lima Cadu Libonati, Diego Becker e conta também com a participação especial do rapper Rincon Sapiência. O que mostra a estratégia de trazer artistas representativos para a população negra, além de talentosos e populares.

A Wolo TV tem como objetivo ser uma plataforma de streaming com a cara do Brasil. O país tem a maior população negra fora da África, entretanto, a comunidade negra ainda é sub-representada pela mídia brasileira. É o que lembra Leandro Lemos, CTO da Wolo TV: "A população negra consome em média R$ 1,9 trilhão por ano, mas ainda não vemos séries de TV que mostram famílias negras em posição de sucesso. É por isso que decidimos desenvolver um conteúdo audiovisual inovador e de alta qualidade que nos represente como como população negra", ressalta. "No Brasil, um jovem negro é morto pela polícia a cada 23 minutos. Isso é real. O mundo não sabe disso. Para mudar essa realidade, precisamos mudar a política e a mídia. Estamos trabalhando com a Wolo TV para usar a tecnologia e a mídia para mudar como pessoas negras são representados por aqui", afirma Licinio Januário, ator e diretor que assina a série e ainda ocupa a cadeira de COO na Wolo TV.

O primeiro episódio está disponível gratuitamente e os quatro seguintes são liberados mediante pagamento único a preço popular. Para assistir a série, os usuários precisarão acessar o site da Wolo.TV , no celular, tablet ou computador.

Outras séries e filmes originais da Wolo TV já estão em produção. Conteúdos próprios, vividos, narrados e realizados por quem conhece o seu público por fazer parte dele. A Wolo TV é um exemplo de que o streaming no Brasil tem tudo para assumir a dianteira na guerra por nossa audiência frente ao formato tradicional das grandes emissoras de TV.

2021 é o momento de pegar a pipoca e assistir essa jornada, que comecem os jogos!

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Autoria

Colunista Nina Silva

Nina Silva

É executiva de TI há mais de 17 anos, uma das 100 pessoas afrodescendentes com menos de 40 anos mais influentes do mundo e sócia-fundadora do Movimento Black Money.

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