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Operações inteligentes elevam nível de maturidade digital do setor bancário

Tecnologia, talento, processos e insights de dados cada vez mais sofisticados permitem capitalizar oportunidades e prosperar em meio à incerteza

Rodrigo Oliveira

06 de Outubro

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Artigo Operações inteligentes elevam nível de maturidade digital do setor bancário

Com o avanço das fintechs e as mudanças regulatórias no Brasil, os bancos tradicionais têm o desafio de acelerar a própria digitalização. Ainda assim, aproveitar o melhor das tecnologias emergentes não é garantia de sobrevivência. Ser "future-ready" é o nível mais alto da maturidade operacional — um patamar que também requer a sinergia entre talento, processos e insights de dados.

Enquanto o setor bancário luta contra a volatilidade, acompanhar o que os clientes desejam é um desafio. E a injeção de inteligência e automação nas operações pode ajudar. Isso significa ampliar a capacidade de responder a tudo o que surgir.

As organizações que trilharem esse caminho podem alcançar avaliações de mercado melhores e obter mais lucro. É o que mostra o relatório da Accenture intitulado Aprimorar todas as decisões com operações bancárias inteligentes. De acordo com o documento, as organizações future-ready conseguem um aumento da rentabilidade de 5,8 pontos percentuais. Quanto à eficiência, os ganhos chegam a 18,8%. A evolução se deve à implementação de medidas focadas em equipes multidisciplinares e tecnologias acessíveis.

Por outro lado, os bancos são, em média, menos maduros operacionalmente do que a maioria das outras organizações. Hoje, 57% das instituições financeiras dizem que evoluíram para operações preditivas. Entretanto, apenas 6% afirmam ter atingido o nível de operações preparadas para o futuro.

gráfico_níveis de maturidade operacional

Nos próximos três anos, os bancos desejam estar à frente de outros setores: 37% planejam alcançar um estado future-ready, em comparação com 34% de todas as organizações.

As instituições financeiras que desejarem acelerar a transição para operações inteligentes têm melhorias significativas no horizonte. Algumas das barreiras para crescer em maturidade estão relacionadas à mudança da cultura e estrutura da organização. A incapacidade de transformar sistemas legados (ou originados) em novas oportunidades é outro obstáculo a ser superado pelas empresas. Somente assim é possível produzir um crescimento realmente sustentável.

O que torna um banco preparado para o futuro

Apesar de 78% dos bancos afirmarem que a análise de dados é utilizada em suas atuais operações – um pouco acima da média geral de 75%, considerando empresas de outros setores –, a pesquisa da Accenture sugere que os desafios da tecnologia estão impedindo as organizações de alcançar a transformação operacional. Existem oito características necessárias para avançar nesse tipo de maturidade: 1. Dados; 2. Analytics; 3. Práticas líderes; 4. Colaboração entre tecnologia e negócios; 5. Força de trabalho ágil; 6. Automação; 7. Experiência dos stakeholders; 8. IA (inteligência artificial).

“Quem conseguir orquestrar todas essas variáveis tem a capacidade de gerar insights em tempo real”, afirma Daniel Stein, diretor comercial de operações para serviços financeiros na Accenture.

“As operações bancárias inteligentes são capazes de transformar a reatividade em proatividade”, continua Stein. Ou seja, os bancos preparados para o futuro não tomam a dianteira apenas em relação à lucratividade no curto prazo. Há também um ganho considerável na resiliência para continuar entregando resultados comerciais em escala.

Como evoluir rapidamente para “future-ready”

Organizações focadas na transformação digital desfrutam de maior capacidade de expansão. No entanto, os bancos que pretendem atingir o mais alto nível de maturidade operacional devem dominar as medidas necessárias para superar as demandas do mercado. Confira três passos cruciais para a implementação de operações inteligentes no setor bancário, segundo o estudo da Accenture:

1. Tenha um objetivo principal: os bancos que usam intelligent operations podem adotar uma abordagem muito mais holística para melhorar as operações. O progresso acontece quando negócios e tecnologia se unem para desenvolver modelos de governança conjunta. Como consequência, o aumento da colaboração ajudará essas organizações a serem mais inovadoras e a usar melhor a tecnologia e o talento especializado.

2. Conheça os passos-chave: existem etapas fundamentais que se aplicam a todos os players que pretendem atingir a plena maturidade operacional: automatizar em escala, aumentar o talento humano com tecnologia, comprometer-se a tomar decisões baseadas em dados e escalar a nuvem. A cada estágio percorrido, a organização aumenta a própria capacidade de resiliência, levando a experiência do cliente ao próximo nível — inclusive em cenários adversos.

Hoje, 71% dos bancos dizem que projetam seu modelo operacional com base em dados – e não na experiência ou intuição executiva.

3. Saiba como subir os degraus da maturidade: outra medida para progredir nos níveis de maturidade é estabelecer novas relações ecossistêmicas. Na verdade, 41% dos bancos já notaram avanços nesse ponto nos últimos três anos. Além disso, 38% indicam que aumentaram o foco nas relações com parceiros em virtude da pandemia. A partir dessa lógica, é possível receber serviços transformados, reduzir custos e acelerar a jornada de transformação.

O Fórum: Pensamento Digital é uma coprodução de MIT Sloan Review Brasil e Accenture.

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Rodrigo Oliveira

É colaborador de MIT Sloan Review Brasil.

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